Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Caminhada Exótica (PR16) com subida a S. Pedro Velho, passagem por Albergaria da Serra e Cabaços – Freita - Arouca

 

Partida e Chegada – Merujal

Extensão – 16,4 Km

Duração – 6h (com paragens)

Dificuldade – Moderada a Difícil

Carta Topográfica – 155

Ficheiro GPX – olhar aqui

 

 

 

Para plataformas móveis olhar fotos aqui

 

 

Descrição

 

Objectivo, percorrer grande parte do PR16 – Caminhada Exótica, acrescido de subida ao marco geodésico S. Pedro Velho e passagem pelas aldeias de Albergaria da Serra e Cabaços.

O PR16–Caminhada Exótica (ver folheto) é um percurso circular de pequena rota, homologado e marcado nos dois sentidos.

Com início na aldeia de Merujal o percurso segue para norte em direcção à estrada de alcatrão onde vira à direita. Poucos metros à frente, segue por um caminho de terra à esquerda. Se olhar à sua esquerda irá avistar o Santuário de Nossa Senhora da Laje.

Continuando, irá entrar numa zona de pinhal e começando a descer repare no arvoredo exótico que existe onde encontra cedros, castanheiros, carvalhos entre outras espécies menos comuns. Infelizmente, devido aos incêndios e abate de árvores, a encosta do lado direito do caminho começa a apresentar-se despida de qualquer tipo de árvores.

Rapidamente chegará ao ponto de menor cota do percurso, onde virá à direita e começa a subir por um caminho de terra em que do lado esquerdo encontra-se uma plantação de castanheiros.

Continuando a subir começa a avistar-se o parque eólico da Freita, as antenas de telecomunicações e radar da força aérea. A inclinação acentua-se e o caminho segue em zig-zag até se tornar horizontal e seguir as curvas de nível. Durante a subida pare para recuperar o fôlego e observe a cidade de Arouca no fundo do vale bem com as montanhas que a rodeiam.

Seguindo novamente o caminho, do seu lado esquerdo cerca de 150m antes de este desembocar na estrada de alcatrão, poderá observar um fenómeno de erosão das rochas que transforma a sua superfície num aspecto semelhante à côdea de broa, estas pedras são conhecidas por “pedras broas” (ver mais informação aqui).

Quando encontra a estrada de alcatrão segue por esta à esquerda. Cerca de 50m a frente segue novamente pela esquerda entrando num caminho bem demarcado por grandes pedras aí colocadas pelo homem. O caminho em ligeira subida contorna a elevação à direita e quando virar para sul, avista já o marco geodésico de S. Pedro Velho e começa a descer em direcção à estrada de alcatrão. Pode fazer uma pausa no parque de merendas aí existente.

Se quiser realizar integralmente o PR16, deste ponto é só seguir pela estrada de alcatrão até à aldeia de Merujal.

O percurso aqui descrito abandona agora o traçado do PR16, atravessa a estrada e entra num carreiro que inicia a subida para o marco geodésico de S. Pedro Velho. A subida é curta, pelo que não apresenta grandes dificuldades, contorna a vertente pela encosta norte até encontrar uma pedra peculiar com a forma de uma tartaruga. Daqui é seguir de pedra em pedra até atingir o marco geodésico com uma altitude de 1077m.

É deste ponto que se tem o olhar sublime do dia, são 360º de puro deleite. Em dias de céu limpo, começando pelo lado nascente, é possível avistar a silhueta da Serra da Estrela, serra do Caramulo, ria de Aveiro e o oceano, cidade do Porto e arredores, serra do Marão e Montemuro. Mais perto no maciço da Freita poderá observar a sul as aldeias de Albergaria da Serra e Castanheira e a poente a aldeia de Merujal, a nascente o parque eólico.

Desde o marco geodésico fixe no sopé do monte, a sul, os campos de cultivo e o caminho que daí segue para a aldeia de Albergaria da Serra, é para aí que o percurso se dirige em descida e ligeiro corta mato.

Chegando aos campos de cultivo entre no caminho e siga em direcção a Albergaria da Serra, passe junto à escola primária com o edifício a entrar em ruína, entre na aldeia e siga em direcção à igreja atravessando a ponte sobre o rio Caima. Passando a igreja e o cemitério encontra um entroncamento e segue pelo caminho à direita, inicialmente em empedrado e depois em terra, em direcção à Portela de Anta. Irá desembocar numa estrada em empedrado na qual segue à direita e sensivelmente 180m à frente, junto à indicação de Portela de Anta, vira novamente à direita por um caminho de terra que o levará até à aldeia de Cabaços, antes terá que atravessar a estrada em alcatrão.

Sem entrar na aldeia de Cabaços, segue-se à esquerda por um carreiro, utilizado pelo PR15, que contorna os campos de cultivo e sobe uma elevação a sul. Quando chegar ao topo da elevação, junto a uma alminha em granito, avista-se a aldeia de Castanheira e segue à direita pela cumeeira em direcção ao vale do Caima até encontrar um afloramento de quartzo e o trilho do PR7. Entra no trilho e segue pela direita em direcção a “escola de escalada” com o vale à sua esquerda, pouco depois avista a frecha da Mizarela e o trilho torna-se mais técnico.

Depois da “escola de escalada” continua a seguir o trilho PR7 até à estrada de alcatrão, chegando aí dirige-se à praia fluvial de Albergaria da Serra e segue agora pelo trilho PR15 em direcção à aldeia da Mizarela. Passando a aldeia de Mizarela dirige-se, pela estrada de alcatrão, para o miradouro da frecha da Mizarela onde pode fazer uma pausa para apreciar a vista e a queda de água.

Daqui até ao final na aldeia de Merujal, são cerca de 1,5km sem qualquer dificuldade seguindo o trilho PR15. Saindo do miradouro, segue a estrada pela direita e logo a seguir por caminho de montanha à esquerda que o leva até uma estrada de alcatrão. Seguindo nesta cerca de 300m vira à esquerda por uma estrada em empedrado que o leva a Merujal de Cima. Até Merujal é descer um caminho em escadaria, passar a ribeira e uns metros à frente está no local onde iniciou o percurso.

 

Olhares Positivos

- vista do alto do marco geodésico S. Pedro Velho;

- vista desde o miradouro da frecha da Mizarela;

- quotidiano das aldeias;

- riqueza geológicae paisagística.

 

Olhares Negativos (menos positivos)

- muitas das encostas encontram-se despidas de arvoredo devido aos incêndios, principalmente em grande parte do PR16;

- estado de ruína em que se está a tornar o edifício da escola primária de Albergaria da Serra.

 

Observações

- o PR16 está definido com um nível de dificuldade baixo/médio mas devido ao acréscimo de 7,5km fruto da subida a S. Pedro Velho e passagem pelas aldeias de Albergaria da Serra e Cabaços, atribui-se um nível de dificuldade médio/alto ao percurso realizado;

- mais informação sobre os geosítios olhar aqui.

 

Notas Finais

Caso este post chegue ao conhecimento das autoridades competentes, gostava de lançar um repto para a possibilidade de promoção de acções com vista à reflorestação das áreas afectadas pelos incêndios dos últimos anos.

Sobre o edifício da escola primária de Albergaria da Serra é uma pena que se deixe chegar o mesmo à ruína. Ainda está a tempo de ser intervencionado, nomeadamente na recuperação das caixilharias, evitando assim a sua degradação interior e quem sabe num futuro, ser convertido num abrigo de montanha.



publicado por olharessublimes às 23:59
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