Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015
Gerês (Portela do Homem – Encosta do Sol – Carris – Portela do Homem)

 

Partida e Chegada – Portela do Homem

Extensão – 22,0 Km

Duração – 8h 00min

Dificuldade – Difícil

Carta Topográfica – 31

Ficheiro GPX – olhar aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

 

A melhor forma de iniciar um novo ano nada melhor que percorrer um dos vales mais sublimes do Gerês, o vale do alto Homem.

Com início na Portela do Homem seguimos pela estrada em direcção à ponte sobre o rio Homem. Pouco antes da ponte existe uma entrada na encosta que dá início à subida para a encosta do Sol. Rapidamente se atinge a Cruz do Pinheiro onde se tem uma vista fantástica sobre grande parte do vale do Alto Homem.

 

 

Agora o caminho segue sempre pela cumeada, seguindo os marcos de fronteira, num sobe e desce constante, um autêntico carrocel até ao Pico do Sobreiro.

Pelo meio, nos píncaros da Encosta do Sol é mais uma vez possível observar o vale do rio Homem desde um miradouro natural, junto ao precipício, onde até ao leito do rio são quase 400m de desnível. O estradão que liga a Portela do Homem às minas dos Carris é uma linha vista desde os 1280m de altitude. Aqui tivemos a primeira surpresa do dia, sim porque o dia reservara-nos para mais tarde outra surpresa, um trio de corços a passear na encosta uns bons metros abaixo.

 

 

Aos 1330m o percurso inflecte para norte e pouco depois para nascente para subir e atingir mais um marco de fronteira aos 1414m. O vale que aparece em frente é onde são recolhidas as águas que mais tarde se irão precipitar e formar a impressionante cascata que surge no vale do rio Homem junto ao Madorno (ver vídeo do blog Carris).

 

 

Mais um par de descidas e subidas e chega-se à Laje do Sino e Alto da Amoreira donde se avista as minas das Sombras em território galego.

 

 

Agora há que atingir uma pequena portela cuja descida até ela é curta mas revela-se muito técnica devido ao declive. Transposta está dificuldade há que subir 150m de desnível, sempre junto ao muro de fronteira, até atingir o Pico do Sobreiro a 1538m de altitude.

 

 

Faça uma pausa para recuperar do esforço da subida e contemple as vistas alargadas com destaque para o Pico da Nevosa.

 

 

Daqui é apontar azimute ao marco geodésico dos Carris e pela crista da montanha atinge-se rapidamente este ponto sem dificuldade. Novamente uma pausa para contemplar a lagoa e as minas de Carris de um plano elevado.

 

 

Descendo a encosta em direcção ao complexo mineiro, vamos entrando no que resta daquilo que já foi uma aldeia mineira e agora jaze em ruína, no silêncio da montanha, carregando uma áurea que se sente a cada passo, em cada pedra das muitas construções aí existentes.

 

 

A pausa para almoço foi no local onde esteve instalada a estação meteorológica do complexo com vistas soberbas sobre a ribeira das Negras e ao fundo a aldeia de Pitões das Júnias.

 

 

Era intenção ir ao Pico da Nevosa mas devido às horas de sol que ainda restavam havia o risco de chegar à Portela do Homem já de noite. Optamos por fazer uma incursão no promontório existente a nascente do Salto do Lobo. Esta decisão revelou-se acertada e desvendou o olhar sublime do dia. As vistas alcançam grande parte do maciço central da serra do Gerês. De Norte para Sul destacam-se o Pico da Nevosa, Fonte Fria, Pitões da Júnias, Castanheiro, Lamalonga, Lagoas do Marinho, Roca Negra entre outros pontos.

 

 

O regresso à Portela do Homem fez-se pelo estradão que desce o vale do rio Homem e fomo-lo interceptar pelo flanco da encosta a poente do Salto do Lobo.

Durante a descida é interessante desvendar alguns locais por onde passamos na subida pela cumeada e foi num momento destes que se avistou, empoleiradas na encosta do Madorno, três cabras do Gerês, a segunda surpresa do dia.

 

 

Há quem percorra o Gerês e não tem a sorte de avistar estes belos animais no seu estado selvagem, num só dia tivemos a oportunidade de avistar corços e cabras do Gerês.

Para percorrer todo o estradão no sentido descendente é preciso contar com pelo menos duas horas de caminho sobre muita pedra solta.

 

  

A chegada à Portela do Homem deu-se já ao crepúsculo sendo ainda foi possível admirar a sempre bela cascata no rio Homem.

 

  

Conclusão

A primeira parte até aos Carris é um autêntico carrocel, um sobe e desce constante. O regresso pelo estradão não se pense que não apresenta dificuldade, é um valente teste às articulações.

O Vale do Alto Homem é de uma beleza impar em toda a Serra do Gerês. 

 

Olhares Positivos

- paisagens naturais;

- avistamento de animais autóctones;

- companhia de Vales Errantes.

 

Olhares Negativos (menos positivos)

- algum lixo deixado no complexo mineiros dos Carris.

 

Observações

- isolamento total do mundo urbano podendo encontrar-se a horas da aldeia mais próxima em caso de emergência;

- o caminho pela cumeada até aos Carris não existe fisicamente, pelo menos em grande parte do percurso, na encosta inicial existe um trilho de pé posto mas chegando à cumeada a navegação faz-se pelos marcos de fronteira tentando encontrar o melhor percurso até eles;

- não aconselhável a realização do troço pela cumeada em situações de mau tempo dada a constante exposição ao vento e à altitude;

- não existem pontos de água no caminho pela cumeada.

 

 Álbum completo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

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publicado por olharessublimes às 23:59
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