Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Viagem à Pré-História (PR15) e Nas Escarpas da Mizarela (PR7) - Freita - Arouca

 

Partida e Chegada – Albergaria da Serra

Extensão – 16,3 Km

Duração – 5h 30min (com paragens)

Dificuldade – Difícil

Carta Topográfica – 155

Ficheiro GPX – olhar aqui

 

 

 

Para plataformas móveis olhar fotos aqui.

  

 

Descrição

 

A ideia era realizar grande parte do PR15 e PR7 numa só caminhada. PR15 - Viagem à Pré-História (ver folheto) e PR7 - Nas Escarpas da Mizarela (ver folheto) são percursos em circuito de pequena rota, homologados e marcados nos dois sentidos.

Optou-se por iniciar o percurso (PR15) em Albergaria da Serra junto ao coreto e ao açude. Daqui o caminho segue junto ao Rio Caima até o atravessar por uma ponte de madeira continuando até ao Junqueiro. Chegando ao Junqueiro poderá contemplar o interessante enquadramento formado por três árvores, uma ponte de pedra, um caminho em empedrado e a serra ao redor.

O caminho atravessa o empedrado e segue para nascente até ao Vidoeiro. Durante o percurso não se conseguirá abstrair dos geradores eólicos instalados ao longo da cumeeira e, fazendo silêncio ouvirá certamente o vento a passar pelas suas pás.

Chegando ao Vidoeiro, olhando para nascente consegue-se avistar as antenas de S. Macário. Aqui o percurso faz um cotovelo apertado seguindo em direcção a sul para alcançar o ponto mais elevado do percurso, cerca de 1050m.

Continuando o caminho dar-se-á conta a certa altura de estar a caminhar sobre uma calçada muito antiga, é um troço da ligação romana de Viseu ao Porto. É esta calçada que conduz até à Mamoa de Portela de Anta (sepultura megalítica).

Daqui segue novamente para sul, sobe uma elevação granítica donde é possível observar grande parte da bacia hidrográfica do alto Caima, em direcção a Monte Calvo, pelo meio passa por um bucólico mato de pinheiros.

Chegando a Monte Calvo pode-se observar outro tipo de sepultura, esta da Idade do Bronze (2000AC). O percurso atravessa a estrada em asfalto e segue para Castanheira por um carreiro com muita pedra solta e algum declive. Em dias de céu limpo é possível avistar a Ria de Aveiro e o mar na descida para Castanheira. 

Em Castanheira pode-se observar o famoso fenómeno geológico, único em Portugal e raro no mundo inteiro, designado por ”Pedras Parideiras” (ver mais informação aqui).

Saindo de Castanheira o caminho segue em direcção a Cabaços passando por campos de cultivo e subindo uma encosta com cerca de 70m de desnível para 300m de percurso. Cabaços é uma aldeia em que os habitantes dedicam-se essencialmente à pastorícia, dá-se conta disso mesmo ao passar pelas suas ruelas, em que o empedrado não é cinzento da pedra mas sim castanho dos excrementos, e sentir o cheiro a gado bovino e caprino.

Aqui em Cabaços o percurso abandona o PR15 e segue para poente por uma descida ao longo de um muro de pedra ao encontro do PR7 junto à escola de escalada.

Deixa a escola de escalada à direita e segue pela esquerda em direcção à aldeia de Ribeira por um carreiro de encosta. Passa por um afloramento de quartzo e a partir daqui é sempre a descer, mas há que ter cuidado pois são 25% de inclinação média. Pelo meio passa pela Cascata da Ribeira de Castanheira, onde a atravessa por uma ponte de madeira e começa-se a admirar o olhar sublime do dia, a Frecha da Mizarela, uma das maiores quedas de água da Europa com mais de 60m.

Chega finalmente ao rio Caima, onde o atravessa por uma ponte e está na Ribeira.

A partir daqui é sempre a subir até ao miradouro da Mizarela novamente por carreiro de encosta. A subida é exigente fisicamente mas aproveite as pausas para contemplar a Cascata da Ribeira de Castanheira, em escadaria, agora de outro ponto de vista, e mais à frente a Frecha da Mizarela que vai ganhando mais imponência à medida que se vai aproximando.

Chegando ao miradouro recupere o fôlego e admire a vista, a frecha, o vale do Caima e a aldeia de Castanheira do outro lado do vale, com os seus campos de cultivo em socalcos. 

Daqui o percurso segue em direcção ao parque de lazer contíguo ao parque de campismo do Merujal e retorna a Albergaria da Serra onde termina. Esta última fase do percurso não apresenta qualquer tipo de dificuldade e é dominada pelo marco geodésico de S. Pedro o Velho que merecerá uma visita numa próxima caminhada.  

 

 Olhares Positivos 

- vista sobre o maciço da Freita;

- vista sobre a Frecha da Mizarela;

- riqueza geológica, histórica e paisagística.

 

Olhares Negativos (menos positivos) 

- talvez os geradores eólicos mas é discutível, existem situações em outros locais bem mais negativas para a paisagem;

- queimadas dos pastores, talvez por isso já não existe a floresta que existiu em tempos no maciço da Freita.

 

Observações

- o PR15 está definido com um nível de dificuldade moderado e o PR7 moderado/difícil, como tal atribui-se um nível de dificuldade difícil ao percurso realizado, o que requer uma razoável condição física de quem o deseje realizar, não pela distância mas fundamentalmente pelo forte descendente e ascendente do PR7;

- a maior parte do percurso é realizado por caminhos tradicionais e de montanha não apresentando qualquer tipo de dificuldade com a excepção da descida e subida para Ribeira em que o percurso desenvolve-se por carreiros de encosta e será necessário recorrer algumas vezes ao auxílio das mãos;

- mais informação sobre os geosítios olhar aqui



publicado por olharessublimes às 23:59
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