Sexta-feira, 1 de Março de 2013
Rota de Manhouce (PR1) – Manhouce – São Pedro do Sul


Partida e Chegada – Manhouce

Extensão – 14,3 Km

Duração – 4h 30min

Dificuldade – Moderada

Carta Topográfica – 155 e 165

Ficheiro GPX  olhar aqui

 


 

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Vídeo da Ribeira de Vessa



Descrição


Rota de Manhouce, PR1 (ver folheto), é um percurso de pequena rota, homologado e marcado nos dois sentidos.

O percurso desenvolve-se por caminhos tradicionais e caminhos florestais que de uma maneira geral não apresentam grandes dificuldades.

Realizado no sentido anti-horário, o percurso inicia-se na aldeia de Manhouce junto ao largo da escola primária seguindo em direcção ao lugar do Lajeal. Percorre as ruas da aldeia em direcção a sul, até à Igreja, e depois inflecte para norte em direcção a Lajeal. Facto curioso, em Manhouce, é a existência na fachada de quase todas as casas de uma placa de xisto com o nome da família que a habita.

Se reparar nas alminhas antes de chegar à igreja irá ver uma data que revela a antiguidade desta povoação aliás, é referenciada como ponto de passagem da estrada romana que ligava Viseu ao Porto.

Antes de chegar a Lajeal abandona-se a estrada de alcatrão e segue-se por um caminho, do lado esquerdo, por debaixo de uma ramada de vinha. Neste lugarejo é possível observar as tradicionais casas de granito típicas desta região serrana.

Saindo de Lajeal, em direcção a Malfeitoso, entra-se novamente na estrada de alcatrão e após uma curva ligeira à direita, onde existe uma cruz de pedra na berma direita, há que estar atento pois não existe indicação, e 150m à frente o caminho abandona a estrada para seguir por um caminho que desce em direcção ao ribeiro e o atravessa por uma ponte de pedra.

Subindo uma colina por um caminho murado entra num caminho agrícola que o levará até Malfeitoso. Pelo meio pode observar a aldeia de Muro com o seu núcleo antigo de casas em granito e os seus campos em socalcos.

A entrada em Malfeitoso faz-se em subida por um caminho lajeado que impressiona pela sua largura, anormal para os caminhos lajeados que tenho percorrido. Este caminho irá dar a uma estrada de alcatrão que se percorre em direcção a sudeste e pouco à frente entra-se, à esquerda, num caminho florestal que nos irá conduzir até Salgueiro.

Por este caminho florestal, murado, inicialmente em ligeira subida e depois acompanhando a curva de nível irá atravessar o Ribeiro de Muro, aliás o Ribeiro de Muro é que o atravessou, e mais à frente uns campos agrícolas antes de iniciar uma ligeira subida até à estrada de alcatrão para nela fazer os últimos 200m até Salgueiro. Este troço, nomeadamente entre o Ribeiro de Muro e os campos agrícolas, apresenta alguns arbustos e uma ou outra árvore caída que o obrigará a fazer algumas gincanas.

Saindo de Salgueiro em direcção a oeste, por uma estrada de alcatrão que ladeia campos agrícolas, entrará num caminho que o levará até à aldeia de Bondança. Neste caminho que não apresenta qualquer dificuldade, atravessará um agradável bosque de azevinhos, carvalhos e pinheiros.

Chegando a Bondança, atravesse a aldeia de Sul para Norte. Na zona central da mesma, junto a um tanque público irá reparar que as marcas o conduzem a um portão que parece pertencente a uma casa particular, se o é ou não a dúvida subsiste, mas há que abrir o trinco do portão porque o caminho é mesmo por aí. Não se esqueça de o tornar a fechar. Pouco à frente outro portão, igual ao anterior, para abrir e fechar e seguir em direcção a norte, à Ribeira de Bondança, onde a atravessará por um pontão de pedra.

Daqui entra-se num estradão florestal que sobe a encosta e rapidamente o levará até uma estrada de alcatrão que seguindo pela direita alcançará a aldeia de Gestozinho.

Saindo de Gestozinho segue-se em direcção a oeste, por um caminho que atravessa uma zona planáltica, até encontrar uma estrada de alcatrão. Pelo meio há que atravessar a Ribeira de Vessadas não por uma ponte mas por umas poldras.

Percorrendo a estrada em direcção a sul cerca de 500m, sai-se desta para entrar num estradão à direita que o levará até um lugar designado por Alagoa, onde existe uma represa e um parque de merendas. Vai reparar que a partir daqui o percurso entrará numa zona com grande riqueza arbórea onde se destacam os carvalhos, castanheiro, bétulas e pinheiro.

Saindo de Alagoa não na direcção do parque de merendas mas sim para nascente pela estrada de alcatrão, cerca de 200m à frente onde esta faz uma curva à esquerda toma-se um estradão florestal à direita que o levará para a parte final do percurso.

Nesta zona é necessário tomar especial atenção no caminho a seguir já que existem várias bifurcações e as marcações não são constantes. De qualquer forma deixo aqui algumas dicas para esta zona: nas bifurcações até à linha de água (atenção que no verão é provável que esteja seca) seguir sempre pela esquerda; na bifurcação junto à linha de água seguir pela direita.

Neste local repare no crescimento de novos pinheiros, muito provavelmente fruto de reflorestação, vegetação típica desta zona e não a praga de eucaliptos que se vêem semear por esta região.

Após a linha de água o caminho vai acentuando cada vez mais a sua inclinação, no sentido descendente, e encontrará outra bifurcação junto a uma vedação. Encostada a esta, uma placa de lousa com a inscrição “Estrada Real”, neste local deve seguir pela direita continuando em descida acentuada ladeando sempre a vedação.

Provavelmente estará a caminhar naquilo que já foi um troço da antiga estrada romana já referida anteriormente.

Irá encontrar uma cancela que terá de a abrir e fechar para seguir pelo caminho correcto. Entretanto irá perceber que a vedação que tem vindo a acompanhar é o limite de uma Quinta, a Quinta das Uchas (Turismo Rural).

Quando começar a avistar os edifícios da quinta, à sua direita, o caminho suaviza a inclinação e avistará aquilo que poderia ser o cenário para a cena de um filme, isso, o olhar sublime do dia. Um carvalho com uma mesa e cadeiras à sua guarda e uma baloiço num dos seus braços… onde já vi isto!!!???

Junto deste carvalho o caminho inflecte ligeiramente para a direita e segue em descida até encontrar uma estrada de alcatrão. Pelo meio terá de ultrapassar outra vedação.

Chegando à estrada é seguir pela esquerda em direcção a nascente. A estrada acompanha a curva de nível e irá encontrar um tanque em pedra e uma eira do seu lado direito e poucos metros à frente vira à direita para o lugar de Vitória.

Chegando ao lugar de Vitória onde só existem duas casas tome como referência um cedro aí existente e siga pelo caminho florestal. Repare na profundidade do vale que lhe aparece pela frente.

Este caminho irá levá-lo até à Ribeira da Vessa de águas límpidas onde poderá observar várias quedas de água e alguns moinhos abandonados na margem esquerda.

Continuando o caminho ao lado da ribeira, para montante, irá encontrar uma ponte em madeira que a atravessará e iniciará um caminho ascendente que o conduzirá até à estrada principal junto à ponte de Manhouce. Atravessando a ponte poucos metros à frente chega ao final desta jornada.

Na ponte sobre a Ribeira de Manhouce repare na sua altura e no quão apertado é a passagem das águas do lado direito da ponte e do lado esquerdo a ponte primitiva.

  

Olhares Positivos

- quotidiano das aldeias;

- riqueza arbórea;

- riqueza paisagística.

 

Olhares Negativos (menos positivos)

- novamente os geradores eólicos.

 

Observações

- se realizado no verão é necessário ter muito cuidado dado que esta zona é virada a sul e apresenta temperaturas muito elevadas.

- existem algumas diferenças pontuais entre o folheto apresentado acima e o percurso aqui descrito, realizado seguindo integralmente as marcações existentes no local, uma delas é a passagem pela Igreja Matriz de Manhouce.



publicado por olharessublimes às 00:50
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