Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
Rota das Tormentas (PR5) com subida ao Alto da Tormenta - Silveiras - Arouca

 

Partida e Chegada – Silveiras

Extensão – 14,4 Km

Duração – 6h 10min (com paragens)

DificuldadeDifícil

Carta Topográfica – 155 e 156

Ficheiro GPX olhar aqui

 

 

 

Para plataformas móveis olhar fotos aqui

 

  

Descrição

 

Objectivo, percorrer grande parte do PR5 – Rota das Tormentas evitando ao máximo a dupla passagem por alguns trechos.

O PR5 – Rota das Tormentas (ver folheto) é um percurso em linha de pequena rota, homologado e marcado nos dois sentidos. O PR5 apresentado no folheto é resultado de uma reformulação do primeiro PR5 existente em que a principal diferença é a descida para Meitriz pela estrada de alcatrão e não por um caminho de montanha.

Com início em Silveiras o percurso segue em descida em direcção à Ribeira de Silveiras por caminhos de aldeia e lajeados. Deste ponto é sempre em subida por caminhos lajeados e trilhos de montanha até ao ponto mais elevado do percurso, a portela Malhada. É deste ponto que se tem o olhar sublime do dia, a vista sobre vales profundos que se estendem até ao vale por onde corre o rio Paiva com a serra de Montemuro como pano de fundo.

Da portela Malhada o trilho segue a curva de nível até iniciar a descida para a aldeia de Cortegaça, este trecho não apresenta qualquer tipo de dificuldades à excepção das provocadas por uma descida íngreme num trilho de pedra irregular.

Atravessa-se a aldeia de Cortegaça e à saída da aldeia segue-se por um caminho paralelo à estrada numa curta subida até à cumeada.

Chegando à cumeada encontra a estrada asfaltada por onde o PR5 actual segue para Meitriz.

Percorrendo cerca de 200m nesta estrada optou-se por seguir por um trilho que surge à direita e que desce a encosta em direcção a Meitriz em vez de seguir pela estrada.

O PR5 inicial servia-se deste trilho para chegar a Meitriz, actualmente isso já não acontece mas o mesmo encontra-se marcado no mapa apresentado no folheto. Este caminho servia para as populações locais levarem o gado para a feira de Castro Daire e era designado por “caminho das vacas”.

O descendente é forte até Meitriz e o caminho, provavelmente por pouca utilização, apresenta em alguns sítios, vegetação com mais de metro e meio de altura o que dificulta em parte a progressão. Porque o PR5 actual não indica o percurso por este caminho, é natural que a falta de manutenção e uso levará a que o mesmo em poucos meses se torne intransitável. Pessoalmente acho-o mais interessante do que o percurso efectuado pela estrada em alcatrão.

Durante a descida poderá apreciar a vista sobre os telhados de lousa do casario de Meitriz e o rio Paiva.

Chegando a Meitriz observe as suas casas de xisto algumas delas recuperadas talvez para turismo rural. Contorna a aldeia e segue por um caminho de terra que ladeia os campos de cultivo e que termina junto à ponte sobre o rio. Atravesse-a e faça uma pausa na praia fluvial de Meitriz para contemplar o rio.

Da praia atravessa de novo a ponte e segue pela estrada até encontrar uma paragem de autocarro onde segue à direita por um estradão de terra. A estrada apresenta uma forte inclinação mas não é muito longa, aproveite para parar e observar o rio Paiva do seu lado direito e à sua esquerda o “caminho das vacas” marcado pela vegetação na encosta. 

Chegando ao estradão o percurso desenvolve-se por caminhos de terra sem declives de maior até chegar a Janarde. Durante este trecho poderá observar as panorâmicas sobre o rio Paiva e os seus meandros (um dos geossítios - G20 do Geoparque Arouca). 

Visite a aldeia de Janarde e o recuperado largo da Igreja, com sorte poderá observar a tranquilidade da aldeia e o modo livre como galinhas e gatos se passeiam em harmonia pelas ruas.

Saindo de Janarde poderá optar por regressar pelo mesmo caminho em direcção a Meitriz e Silveiras ou subir ao Alto da Tormenta e seguir em direcção a Silveiras evitando a dupla passagem por parte do percurso.

Quando sair de Janarde por uma calçada de pedra em escadaria, no local em que o caminho virá à esquerda para retornar a Meitriz siga em frente e logo a seguir vá pela direita e entrará num caminho cheio de pedra solta que inicia a subida para o Alto da Tormenta.

A subida faz-se por uma caminho usado pelos madeireiros e que vem marcado na carta militar nº 155. Sensivelmente a meio da subida o caminho faz uma curva de 180º e se olhar para o quadrante sul é possível avistar a aldeia de Silveiras onde a jornada começou e irá acabar. A partir daqui segue pela cumeeira até ao Alto da Tormenta e deste à estrada de alcatrão. Na estrada de alcatrão é seguir em direcção a sul até encontrar o desvio para Cortegaça. Daqui até ao final é o mesmo percurso já efectuado em que a principal dificuldade é a subida após passar Cortegaça em direcção à Portela Malhada.

 

 Olhares Positivos 

- Rio Paiva e seus meandros;

- quotidiano das aldeias;

- recuperação de algumas casas especialmente em Meitriz;

- uma habitante de Silveiras predispôs-se a oferecer comida;

- riqueza geológica e paisagística.

 

Olhares Negativos (menos positivos) 

- entre Meitriz e Janarde a marcação do percurso poderá tornar-se confusa pois existem marcas ainda visíveis do primeiro percurso.

 

Observações

- a descida para Meitriz pelo “caminho das vacas” certamente ficará intransitável pelo crescimento da vegetação não arrisque e siga pela estrada de alcatrão;

- pontos de água apenas nas aldeias e rio Paiva;

- mais informação sobre os geosítios olhar aqui.



publicado por olharessublimes às 23:59
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