Sexta-feira, 22 de Abril de 2016
Trilho Castrejo (PR3) - Castro Laboreiro - Melgaço

 

Partida e Chegada – Castro Laboreiro

Extensão – 22,0 Km

Duração – 6h 30min

Dificuldade – Difícil

Carta Topográfica – 4, 5 e 9

Ficheiro GPX – olhar aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição

 

Trilho Castrejo, PR3 (ver folheto aqui e aqui), é um percurso de pequena rota, homologado e marcado nos dois sentidos.

O percurso aqui descrito percorre na íntegra o PR3 oficial, acrescentando um desvio à capela de Sra. do Anamão e visita ao Castelo de Castro Laboreiro.

Quase a totalidade do percurso desenvolve-se por caminhos tradicionais que de uma maneira geral não apresentam grandes dificuldades.

Realizado no sentido anti-horário, o percurso inicia-se no centro da vila de Castro Laboreiro.

Contornando o hotel Castrum Vilae pela direita entramos num estradão de terra batida em direção a noroeste para pouco depois fletir a sul com azimute apontado à aldeia de Barreiro. Durante estre percurso que entretanto passou a caminho lajeado contempla-se o vale do rio Castro Laboreiro à direita onde predomina altivo o castelo de Castro Laboreiro e ao fundo o Penedo Grande.

 

 

Passando esta aldeia segue-se em direção a Assureira por um trilho ao longo de um ribeiro. Atravessando as primeiras casas desce-se de novo em direção a um ribeiro que terá de ser atravessado pelo seu leito pelo que em dias de muito caudal não será possível fazê-lo sem molhar as botas e algo mais.

Após Assureira, um ligeiro desvio do trilho em direção à capela de S. Brás para aí contemplar a conhecida ponte de Assureira.

De volta ao trilho o encontro que se segue é com mais uma ponte, desta feita a famosa Ponte Nova ou Cava da Velha (monumento nacional).

 

 

Contemplada a ponte atravessa-se a mesma e segue-se em direção a nordeste até alcançar a aldeia de Curveira. Neste troço, na zona de Cabeçãs, as marcações são deficitárias o que leva a alguma indecisão por onde seguir, mas mantendo o rumo não há dificuldade. Olhando a norte o castelo de Castro Laboreiro domina altivo todo o vale.

Chegados a Curveira percorremos toda a aldeia que se apresentou com bastante vida. Habitantes na lavoura dos campos, presença de vários animais domésticos,… um contraste com as aldeias de Barreiro e Assureira que pareciam aldeias fantasma.

Daqui o caminho entra no troço mais complicado devido à subida acentuada que o conduzirá ao Alto das Manguelas, onde encontrará uma formação rochosa muito peculiar designada por Bico do Patelo. Esta formação granítica resulta da fratura e desprendimento de grandes blocos de rocha dando origem a estas formações. Alguns destes blocos encontram-se no sopé desta formação, faça um exercício de puzzle e tente adivinhar onde eles encaixam.

 

DSC09298.JPG

  

Chegados ao topo recupera-se o folgo olhando para o que ficou para trás, e aqui foi possível avistar o alto da Pedrada no Soajo ainda com resquícios de neve.

O percurso dirige-se agora até um estradão para aí fletir a sudeste e seguir pelo mesmo até uma encruzilhada junto ao sopé do Penedo Grande. Esta é a parte menos interessante do percurso mas as vistas ao largo dá para abstrair.

Na encruzilhada optamos por fazer um desvio no percurso, seguindo pelo estradão em direção a sul para fazer a merecida pausa para almoço junto da capela da Sra. do Anamão. Serviu também para abrigo da chuva que entretanto começou a cair.

 

 

Durante o almoço o olhar impunha-se sobre o Penedo Grande tentado descortinar uma possível via para atingir o seu topo. A encosta apresentava-se com muito mato e aliado à chuva que ameaçava cair rapidamente desistimos deste objetivo.

Seguimos então de novo ao encontro do PR3 contornando todo o contraforte poente e norte do Penedo Grande e mais uma vez se verificou que o caminho para o seu topo não seria tarefa fácil.

Na encruzilhada abandonamos o estradão em entramos num carreiro de montanha que nos leva a aldeia de Seara. A aproximação à aldeia faz-se por caminhos estreitos e murados depois de atravessar um ribeiro por uma ponte de pedra.

Não se chega a entrar em Seara já que imediatamente antes desta desviamos em direção a Padrosouro e muito perto desta junto a um cruzeiro, o caminho segue por um caminho lajeado tradicional que mais parecia um ribeiro tal a quantidade de água que por ele corria.

 

 

Segue-se a aldeia de Canheiras, esta sim atravessada pelo caminho, e já sobre alcatrão seguimos até à estrada principal que liga Castro Laboreiro à fronteira, para aí perto, junto a umas alminhas em pedra, entrar num caminho de terra que nos levará até Varziela.

Atravessada a aldeia de Varziela, que mais parecia outra aldeia fantasma, saímos da mesma em direção a uma ponte de pedra com o mesmo nome. Junto desta parece haver uma praia fluvial que certamente no verão não estará no sossego em que a encontramos.

Pouco depois encontramos de novo a estrada em alcatrão que nos guiará até ao centro de Castro Laboreiro. Não deixamos de atravessar o rio Castro Laboreiro pela ponte Velha no local onde o mesmo se precipita por sucessivas quedas de água. Para melhor observar este trecho do rio fizemos um desvio perto do Alto Aborreca para aí sim contemplar por alguns minutos este postal vivo. Este será assim o olhar sublime do dia.

 

 

De volta ao caminho falta apenas a visita ao castelo. O caminho até ele permite contemplar o vale profundo do rio Castro Laboreiro, algumas aldeias por onde passamos como Canheiras e Seara, e outras situadas no planalto de Castro Laboreiro sempre com o Penedo Furado a dominar a paisagem. Ao longe avista-se também as quedas de água do ribeiro que passa pela aldeia de Varziela e outro exercício interessante é identificar daqui o Bico do Patelo.

 

 

O castelo datado do séc. XII foi construído sob uma colina entre dois vales dispondo assim de uma posição dominante e estratégica sobre todo este território. A entrada no mesmo fez-se pela Porta do Sapo e mesmo com a chuvada que se abateu à chegada foi possível identificar vários pontos de passagem deste PR3. Percorrendo todo o interior do castelo, saindo do mesmo pela Porta do Sol, o caminho conduz-nos pela encosta poente por entre carvalhos, até ao centro de Castro Laboreiro para o término desta jornada.

 

Conclusão

Um percurso de extrema beleza paisagística perfeitamente acessível a qualquer praticante de pedestrianismo em que a principal dificuldade é a subida após Cuveira.

 

 Olhares Positivos

- quotidiano das aldeias;

- riqueza paisagística;

- companhia de Vales Errantes.

 

Olhares Negativos (menos positivos)

- apenas algum lixo depositado no caminho de entrada da aldeia de Assureira.

 

Observações

- se realizado no verão é necessário ter muito cuidado devido à exposição solar;

- todo o percurso desenrola-se entre os 800m e os 1200m pelo que as condições meteorológicas podem ser agrestes e a sua mudança pode acontecer de forma muito rápida especialmente no inverno;

- também no inverno é frequente episódios de neve.

 

Álbum Completo

Para plataformas móveis olhar todas as fotos aqui.



publicado por olharessublimes às 23:59
link do post | comentar | favorito

com o apoio de
olharessublimes@gmail.com
olhar no
  
olhares anteriores

Gerês (Portela do Homem -...

Gerês (Pitões das Júnias ...

Trilho Castrejo (PR3) - C...

Gerês (Portela do Homem –...

Estrela (Loriga - Torre -...

Santo Tirso (Mosteiro de ...

Gerês (Trilho dos Prados)...

Gerês (Xertelo - Castanhe...

Caminhos de Montemuro (PR...

Serra da Arada (Póvoa das...

Maciço da Freita (Gestoso...

Rota de Manhouce (PR1) – ...

Varandas de Felgueira (PR...

Na Vereda do Pastor (PR3)...

Caminhos do Sol Nascente ...

Covelo de Paivó - Regoufe...

Dunas S. Jacinto (variant...

Arrifana (Santa Maria da ...

Cercanias da Freita (PR4)...

Rota dos Túneis: La Frege...

Linha do Tua: Fiolhal - B...

Caminhos do Vale do Urtig...

Caminhada Exótica (PR16) ...

Rota das Tormentas (PR5) ...

Viagem à Pré-História (PR...

Rota do Xisto (PR9) - Can...

procurar olhares
 
tags

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

abrótegas

alvarenga

arouca

arrifana

aveiro

barca d'alva

canelas

cantarelo

castro laboreiro

cidadelhe

citânia de sanfins

conho

costa da sabrosa

covelo de paivô

côvo

drave

dunas s. jacinto

encosta do sol

felgueira

fonte fria

gestoso

gestozinho

gourim

janarde

la fregeneda

lamalonga

linha do tua

lomba do pau

loriga

malfeitoso

manhouce

meitriz

minas dos carris

mizarela

moldes

monte padrão

monte pilar

mosteiro nossa senhora assunção

mourô

penha dos abutres

pico da nevosa

pico do sobreiro

pitões das júnias

portal do inferno

portela do homem

portela do leonte

póvoa das leiras

prados caveiros

prados da messe

quedas de fervença

regoufe

rossas

rota dos túneis

salgueiro

santa maria do monte

santo tirso

são pedro do sul

serra da arada

serra da estrela

serra da freita

serra de montemuro

serra do gerês

silveiras

torre

torrinheira

vale de cambra

vidoal

vidoeiro

xertelo

todas as tags

número olhares
aviso
A reprodução dos textos, fotografias, vídeos ou outros elementos deste blogue é expressamente proibida sem autorização escrita do autor. Para qualquer autorização por favor contacte o autor. A cópia ou reprodução não autorizada é punida por lei.